
Afinal, o que é ser V.I.P.? Ser fidelidade vermelho? Ser smiles gold? Ter um visa infinite? Pegar camarote em shows? Entrar sem pagar nas baladas? Ser amigo do dono? Furar fila? Viajar de classe executiva? Deixar carro com manobrista do shopping? Conhecer o vereador?
Se V.I.P. significa ter um sobrenome composto (daqueles que não se combinam), talvez a empregada da vizinha seja V.I.P. – ela é uma autêntica Pinheiro Meirelles.
Se V.I.P. significa ter um carro grande, preto, insulfilm no máximo, talvez o dono da funerária seja V.I.P.
Se V.I.P. significa furar fila, bom, então falta de educação mudou de endereço.
Tem gente que bebe antes de sair de casa pra economizar na balada e mesmo assim tem celular transadíssimo e calça da diesel – e, claro, entra sem pagar na balada porque conhece o promoter.
Tem gente que tem um carro poderoso, tem grana saindo pelos poros, mas chega em um restaurante, fala alto (e errado), destrata o garçon e ainda usa a clássica (e nada moderna) “você sabe com quem está falando?”.
E todo mundo se acha V.I.P.
Mas esqueceram de dizer que ser V.I.P. é demodê. Agora a onda é ser moderno.




