
A Vivida
Abril 16, 2008
- No sindicato, existe um tipo bem característico que tem intrigado (ou pelo menos suscitado inúmeras discussões e reflexões) meus amigos três-ponto-zero ou três-ponto-zero-to-be).
É a bee vivida, aquela que já desfilou e rebolou durante meio século e que continua a frequentar açougues (baladas, para os menos familiarizados com o dicionário do sindicato – leia post!).
A bee usa camiseta apertada e mesmo assim não tem vegonha de que apareça a barriguinha saliente. Vai sozinha ao açougue e fica a apreciar as bees mais jovens, com olhares desconcertantes.
Meus amigos dizem que não querem ser assim quando crescerem, querem estar bem casadas e bem acompanhadas, no conforto do lar, vendo DVD no sofá e fazendo muito sexo com a mesma bee.
Mas será que essa história casar, juntar, whatever seja, existe mesmo?
Ótimo tópico! (como comentado anteriormente hehe)
A verdade é que todo mundo envelhece, e eu também não quero ser igual à bee vivida açougueira. Pelo menos, não sozinho (se eu estivesse acompanhado de meus outros amigos cinquentões, não teria problema — seria o equivalente de eu me divertir numa festa de criança hoje em dia).
Mas é o que você disse: muitos de nós (todos?) ainda têm algum resquício de modelo de felicidade HT no fundo de nossos inconscientes: casamento, vida em comunhão com alguém que se ama, filhos (hm, ok, cachorros, talvez?), tudo até que a morte os separe. Pra ser sincero, eu ainda tenho esse modelo de felicidade pra mim, sim. Se vai acontecer ou não, não sei. Ainda não estou tão perto assim do três-ponto-zero pra me preocupar (também, como se a vida acabasse aos três-ponto-zero…).
Mas o ponto é que tem várias características sindicais que inviabilizam o modelo HT. Por causa da nossa relação com o sexo (sim, o maior culpado é o sexo. Simples assim. Categórico assim. Ponto), nas nossas relações tudo acontece muito mais rápido, e, por isso, costumam durar muito menos. E aí tem traição e todo-o-mais. Além de todos os outros problemas potencialmente mais complicados (tipo não-aceitação da sociedade e tal-tal-tal).
Por um lado, os seus amigos três ponto zero querem casar. Por outro lado, eles devem ter chifrado o último ex-namorado que era de dar dó. E acham que sexo é mais importante que conhecer a pessoa decentemente — ou, antes de fazer uma afirmação categórica, deixa eu fazer uma pergunta: quantos deles saíram com o cara duas, três, quatro vezes pra jantar com o peguete, pra conhecer os amigos do peguete e tal, antes de cair na cama com o dito-cujo? A resposta a essa pergunta dá uma idéia de prioridades na vida.
O modelo bee vivida não é errado. Assim como o modelo casamento HT nào é errado pra um sindicalizado either. O problema é querer o melhor dos dois.
Menino! Não sei, mas a maioria das bees de mais idade que eu conheço são criaturas solitárias com quem é impossível conviver. Sobre mim, espero morrer antes dos quarenta. Beijas!
eu ainda acredito em casar, juntar, dividir, e em felizes para sempre.
Bjos
existir? yep
ser acessivel? nop
a diferenca que existe entre ser e ter
pode ser a mesma entre uma bee casada e uma deslumbrada vivida
Pergunta difícil não vale!
Ah.. sempre passo no seu blog, gosto daqui.
Parabéns! (mais, no próximo hehe)
Nossa li um pouco tarde este post mas gostei muito.
Essa história de modelo de fecilidade HT x vidalocadosindicato daria um livro e muita reflexão mesmo.