
O dia em que uma calça rasgada quase apareceu num editorial de moda
Fevereiro 4, 2008
- No ano passado uma amiga veio me visitar aqui no Rio de Janeiro. Era sábado de manhã, um dia de maio enrolarado, mas com temperaturas amenas. Fomos tomar café-da-manhã no Cafeína, onde acabamos ficando quase 2 horas – sentados nos bancos de madeira, comendo, papeando. Na hora de ir embora – e aqui o banco de madeira deixa de ter o papel de coadjuvante – me levanto e ouço um barulho estranho.
Passo a mão na minha bunda e sinto que um pequeno duto de ar se abriu – por causa do banco de madeira (toda vez que vou pra lá, lembro dessa história, e me levanto com TODO o cuidado.
A minha sorte era que minha camiseta tampava o rasgo e não seria um furo que me faria voltar pra casa. É como uma modelo que cai na passarela, levanta e continua andando, como se nada tivesse acontecido.
Minha amiga e eu fomos fazer compras na Visconde de Pirajá e após compras básicas, ela queria um colar. Só fomos encontrá-lo numa barraca improvisada de uma vendedora de rua, simpatissíssima. Minha amiga, fina, combinou roupa colar e pulseiras que ela também acabou comprando.
Tem horas que as pessoas acabam fantasiando situações e só percebem depois que tudo acontece. E eu imagino que naquele dia nós estávamos na Ocean Drive mas tinham esquecido de nos avisar que estávamos na Vieira Souto.
Caminhávamos tranquilamente pela orla quando umas 6 pessoas nos abordaram. Disseram que estavam fazendo um editorial de moda e queriam permissão para nos filmar e fotografar. Confesso, já aconteceu muita coisa estranha enquanto eu andava na rua, mas isso pra mim foi novidade.
Olhei para minha amiga, ela olhou pra mim. E naquela hora eu pensei: bermuda furada. Ela deve ter pensado: colar e pulseira de camelô. Ela disse um sonoro ‘hoje não’. E eu, que estava me segurando para não rir, não consegui dizer nada.
Quem diria, uma bermuda furada e bijuterias de camelô fazendo sucesso em Ipanema.
cara, vc tem uma vida FAN-TÁSTICA! E escreve mto bem também!
Mto bom, parabéns!