Você vai com avidez ao shopping por uma nova aquisição – um casaco da nova coleção outono-inverno (mesmo que não faça inverno na cidade onde você vive). Entra na loja e de repente aparece o homem dos seus sonhos, o pai que você sempre quis para seus filhos.
Você então pede aquele casaco que está na vitrine – tamanho P para ficar bem justinho – e ele, gentilmente traz mais 5 opções para você escolher. Mas o que ele não sabe é que você (sempre) teve uma indecisão tão grande, e de repente você se vê no provador com 15 peças de roupa.
Tira. Põe. Ficou bom. Ficou ruim. Isso emagrece. Isso engorda. Valoriza o bumbum. Dá barriga. Me deixa mais forte. Não gostei da cor. Não gostei da estampa. Ficou grande. O zíper não fechou.
Depois de uma eternidade – e alguns elogios, afinal, papel de vendedor é dizer que a roupa ficou ótima, melhor impossível – você decide levar uma peça. O homem dos seus sonhos, o futuro pai dos seus futuros filhos diz: e a outra? ficou tão boa em você!
Você diz que o corte é moderno, a cor é linda, o look é fantástico, e que queria ter a opinião de outra pessoa, ou melhor, quem sabe ver a roupa em outra pessoa, aliás será que você não poderia provar para eu ver como fica em você?
Há momentos na vida que você tem que guardar pra sempre. O homem dos seus sonhos, o futuro pai dos seus futuros filhos, vestindo a roupa, se olhando no espelho como se a roupa fosse para ele, e depois tirando, pra depois você provar de novo, levar a roupa como se leva um troféu.